Tag Archive: John H. Butterfield


A Saga do Leão e da Águia

Aproveitando a oportunidade de redesenhar o seu jogo RAF, o seu autor John H. Butterfield decidiu colocar no novo desenho 3 jogos dentro da mesma caixa, cada um com o seu livro de instruções e dois mapas. RAF: The Battle of Britain 1940, editado em 2009 pela Decision Games, contém um dos jogos mais esperados dos últimos anos, a possibilidade de ter uma versão para dois jogadores do RAF que colocasse um no controlo das forças Inglesas enquanto que o seu adversário tomava conta das forças Alemãs. E é isso mesmo que RAF: Lion vs Eagle faz. Utilizando uma mescla das regras existentes no RAF: Lion e no RAF: Eagle, este jogo atira pela janela todos os aspectos do jogo solitário e coloca os dois jogadores frente-a-frente a recriarem a Batalha de Inglaterra. Um bom charuto cubano e um conhaque serão tudo quanto o jogador britânico terá que adicionar para criar o ambiente perfeito. Continuar a ler

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A Saga da Águia

Segundo o Almirante Erich Raeder, Comandante da Marinha Alemã, este informou Hitler que uma invasão da Inglaterra só poderia ser contemplada como último recurso e só se as forças alemãs dispossessem de total superioridade aérea. Depois da entrada em vigor do Armistício com a França a 22 de Junho de 1940, o Chanceler alemão virou os olhos para o último bastião da liberdade na Europa Ocidental, as ilhas Britânicas, onde o seu líder Winston Churchill já tinha dado a 18 de Junho, o mote para os próximos meses: “Antevejo que a Batalha da Grã-Bretanha esteja prestes a começar. Dessa batalha depende a sobrevivência da civilização cristã. Dela depende o nosso próprio modo de vida britânico, e a continuidade das nossas instituições e de nosso Império. Toda a fúria e o poder do inimigo deve muito em breve virar-se contra nós. Hitler sabe que terá de nos fazer sucumbir nesta Ilha ou perder a guerra. Se nós pudermos enfrentá-lo, toda a Europa poderá ser libertada. Mas se não conseguirmos, então todo o mundo, incluindo os Estados Unidos, incluindo tudo o que temos conhecido e cuidado, irá afundar-se no abismo de uma nova idade das trevas, tornada mais sinistra e talvez mais prolongada, pelas luzes da ciência pervertida. Vamos, portanto, nos unir em torno dos nossos deveres, e assim suportar-nos a nós mesmos, e se o Império Britânico e sua Commonwealth durarem mil anos, os homens ainda dirão: Este foi o seu melhor momento.“. Continuar a ler

A Saga do Leão

Depois da assinatura do Armistício com a França a 22 de Junho de 1940, a Alemanha já só tinha pela frente a ilha-nação britânica, e o seu indomável Primeiro-Ministro Winston Churchill. Com o destino da Europa nas mãos, este impediu que a Grã-Bretanha vacilasse, e lançou-a em mais um combate em que os principais combatentes iriam ser as gloriosas máquinas voadoras que nem 40 anos antes tinham pulado do chão, desta vez predominantemente na forma dos caças Spitfire e Messerschmitt Bf 109E. Embora as diferenças entre um Spitfire e um Me109 em performance e manobrabilidade fossem marginais, estas eram em combate sempre ultrapassadas pelas considerações tácticas: que lado é que avistava o outro primeiro, quem é que tinha a vantagem do Sol, altitude, quantidade de aviões naquele local e momento, habilidade dos pilotos, coordenação tactica, combustível, etc. Todas estas considerações fizeram da Batalha de Inglaterra única no seu género em toda a Segunda Grande Guerra Mundial. Continuar a ler

A Saga de Tão Poucos

Nunca tantos deveram tanto a tão poucos” – esta frase famosa, portadora de uma carga semântica extremamente emotiva, no discurso do 1° Ministro britânico Winston Churchil, perante o Parlamento em 20 de Agosto de 1940, exaltando o heroísmo dos pilotos da RAF que, com seus poucamente numerosos Spitfires e Hurricanes, degladiaram com a Luftwaffe a soberania dos céus da Grã-Bretanha, causando a primeira derrota significativa da máquina de guerra Nazi durante a Segunda Grande Guerra Mundial, serve de ponto de partida para um jogo fabuloso.

Antes das grandes campanhas de bombardeamento Aliadas, e logo a seguir à queda e rendição da França em Maio de 1940, a Inglaterra encontrava-se sozinha a preparar-se para aquilo que concebivelmente na altura se esperava: a invasão da própria Inglaterra pelas forças Alemãs. Mas estas tinham dois obstáculos a ultrapassar: a Royal Navy, e a Royal Air Force. Sem a protecção desta última, a primeira podia ser atacada a partir do ar e abrir-se assim o Canal da Mancha à frota que transportaria as forças de assalto. Assim a saga das batalhas aéreas recua até ao Verão de 1940. Continuar a ler

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