Tag Archive: Decision Games


Mini Series da Decision Games

A Decision Games está a disponibilizar a série de jogos do autor Joseph Miranda, 8 jogos cada um com um mapa de 11″x17″, 18 cartas, 40 counters, 1 folha de cenário e 1 livro de regras:

  • Caesar’s Wars: The Conquest of Gaul, 58-52 BC
  • Belisarius’s War: The Roman Reconquest of Africa, AD 533-534
  • Khyber Rifles: Britannia in Afghanistan
  • Custer’s Final Campaign: 7th Cavalry at Little Bighorn
  • Eagle Day: The Battle of Britain
  • Cactus Air Force: Air War Over the Solomons
  • Congo Merc: The Congo, 1964
  • Border War: Angola Raiders

RAF a sair da caixa

O site Blunt Force Gamer apresentou este video do abrir da caixa do RAF: The Battle of Britain 1940, da Decision Games:

A Saga do Leão e da Águia

Aproveitando a oportunidade de redesenhar o seu jogo RAF, o seu autor John H. Butterfield decidiu colocar no novo desenho 3 jogos dentro da mesma caixa, cada um com o seu livro de instruções e dois mapas. RAF: The Battle of Britain 1940, editado em 2009 pela Decision Games, contém um dos jogos mais esperados dos últimos anos, a possibilidade de ter uma versão para dois jogadores do RAF que colocasse um no controlo das forças Inglesas enquanto que o seu adversário tomava conta das forças Alemãs. E é isso mesmo que RAF: Lion vs Eagle faz. Utilizando uma mescla das regras existentes no RAF: Lion e no RAF: Eagle, este jogo atira pela janela todos os aspectos do jogo solitário e coloca os dois jogadores frente-a-frente a recriarem a Batalha de Inglaterra. Um bom charuto cubano e um conhaque serão tudo quanto o jogador britânico terá que adicionar para criar o ambiente perfeito. Continuar a ler

A Saga da Águia

Segundo o Almirante Erich Raeder, Comandante da Marinha Alemã, este informou Hitler que uma invasão da Inglaterra só poderia ser contemplada como último recurso e só se as forças alemãs dispossessem de total superioridade aérea. Depois da entrada em vigor do Armistício com a França a 22 de Junho de 1940, o Chanceler alemão virou os olhos para o último bastião da liberdade na Europa Ocidental, as ilhas Britânicas, onde o seu líder Winston Churchill já tinha dado a 18 de Junho, o mote para os próximos meses: “Antevejo que a Batalha da Grã-Bretanha esteja prestes a começar. Dessa batalha depende a sobrevivência da civilização cristã. Dela depende o nosso próprio modo de vida britânico, e a continuidade das nossas instituições e de nosso Império. Toda a fúria e o poder do inimigo deve muito em breve virar-se contra nós. Hitler sabe que terá de nos fazer sucumbir nesta Ilha ou perder a guerra. Se nós pudermos enfrentá-lo, toda a Europa poderá ser libertada. Mas se não conseguirmos, então todo o mundo, incluindo os Estados Unidos, incluindo tudo o que temos conhecido e cuidado, irá afundar-se no abismo de uma nova idade das trevas, tornada mais sinistra e talvez mais prolongada, pelas luzes da ciência pervertida. Vamos, portanto, nos unir em torno dos nossos deveres, e assim suportar-nos a nós mesmos, e se o Império Britânico e sua Commonwealth durarem mil anos, os homens ainda dirão: Este foi o seu melhor momento.“. Continuar a ler

A Saga do Leão

Depois da assinatura do Armistício com a França a 22 de Junho de 1940, a Alemanha já só tinha pela frente a ilha-nação britânica, e o seu indomável Primeiro-Ministro Winston Churchill. Com o destino da Europa nas mãos, este impediu que a Grã-Bretanha vacilasse, e lançou-a em mais um combate em que os principais combatentes iriam ser as gloriosas máquinas voadoras que nem 40 anos antes tinham pulado do chão, desta vez predominantemente na forma dos caças Spitfire e Messerschmitt Bf 109E. Embora as diferenças entre um Spitfire e um Me109 em performance e manobrabilidade fossem marginais, estas eram em combate sempre ultrapassadas pelas considerações tácticas: que lado é que avistava o outro primeiro, quem é que tinha a vantagem do Sol, altitude, quantidade de aviões naquele local e momento, habilidade dos pilotos, coordenação tactica, combustível, etc. Todas estas considerações fizeram da Batalha de Inglaterra única no seu género em toda a Segunda Grande Guerra Mundial. Continuar a ler

P500

Noutro dia vieram-me perguntar o que é que eu achava do P500 (Projecto 500) que várias companhias de wargames têm. Para além de dar a resposta pretendida, fiquei a pensar neste tema e como o mesmo é pouco divulgado e usado pelas terras lusas.

O P500, ao que sei, foi inventado pela GMT de forma a garantir que os custos de produção de um jogo estejam cobertos antes de se lançar na produção do mesmo, pela garantia dada por existirem um mínimo de 500 compradores interessados quando o mesmo for produzido. Pouco tempo depois, várias companhias seguiram-lhe o exemplo como é o caso da Multiman Publishing (MMP), Valley Games, e a Decision Games (aqui toma o nome de Pledge), entre outras.

Como é que este P500 funciona?
A companhia coloca um jogo na lista de jogos a produzir no futuro, não indicando datas de produção para o mesmo, mas tentando passar o máximo de informação do protótipo aos potenciais compradores, tenta explicar detalhadamente as mecânicas, apresenta sessões de jogo, coloca as regras disponíveis para descarregar, apresenta imagens do mapa, counters, cartas, etc. Ou seja, tenta cativar os potenciais compradores. A par disto, o autor do jogo anda a percorrer as convenções de jogos (isto normalmente só acontece nos EUA) com um protótipo do jogo, a demonstrá-lo aos potenciais interessados. A isto tudo junta-se o “diz que disse” de quem entra nestas sessões de demonstração, mais os relatórios de jogadores que já o testaram. O objectivo disto tudo é fazer com que um número de interessados acabe por pré-encomendar o jogo, sem pagar nada, podendo desistir a qualquer altura.

Quase só tenho visto wargames (com algumas excepções da GMT – lembro-me do Winds of Plunder, Leaping Lemmings e Dominant Species -, que são positivamente Eurogames) listados nos diversos P500, variando desde novos jogos, expansões, mas também novas edições de jogos que já esgotaram os stocks ou de jogos antigos que se aproveita para levarem uma limpeza de regras e um novo desenho gráfico (por exemplo: Blackbeard e Hannibal: Rome vs Carthage).

O número mágico de pré-encomendas é o 500, sendo actualizado no site da empresa o número de ordens já recebidas, criando aqui outra forma de comunicar aos interessados que passam a ser também estes a tentar que mais se lhes juntem de forma a que o jogo que estão à espera atinja o número mínimo de ordens para ser produzido. Actualmente a companhia aguarda que o número suba ainda mais um pouco antes de colocar o jogo no alinhamento de jogos a produzir durante o ano, e daí ser considerado mais realístico esperar que o número de pré-encomendas chegue a 700. No entanto a empresa compromete-se a produzir o jogo desde que o mínimo de 500 pré-ordens seja atingido. Só depois do jogo estar produzido e pronto a remeter aos compradores, é que estes o pagam, sempre com um desconto sobre o preço final (normalmente anda à roda dos 25~40%). O que as empresas ganham com isto é a certeza que assim que produzem o jogo têm logo uma quantidade de jogos vendidos, suficientes para cobrir os custos de produção de 1500 ou 2000 ou mais cópias.

Então não eram só 500?
Esse é o número mágico que garante a um jogo um slot na linha de produção, mas quando vai para a produção, são logo feitos 4 a 5 vezes mais desse número, uma vez que a garantia de compra dos 500 exemplares garante a viabilidade económica de toda a produção. Ou seja, tudo quanto seja vendido a mais é lucro para a empresa, fugindo esta aos eventuais flops do mercado.

Para nós aqui em Portugal que vantagens e desvantagens temos em comprar jogos neste sistema, em que nos comprometemos a comprar um jogo sem nunca antes lhe termos posto a vista em cima, baseados apenas nos relatos de quem experimentou o protótipo, em meia dúzia de imagens, e nas regras dos mesmos?
Já comprei jogos neste sistema (principalmente na GMT, mas também na MMP e na Valley Games) e considero extremamente vantajoso o sistema de P500, não sendo o desconto directo que se tem no preço, o principal. Este fica um bocadinho abaixo de esperar que o jogo apareça disponivel na Europa, mas a longo termo fica ainda mais barato por causa das campanhas de descontos a 50% para participantes no P500 que regularmente a GMT (e outras) faz, e aí é que lucro bastante, nem que seja a comprar jogos a metade do preço para depois os meter nas MathTrades (um Europe Engulfed que custa 99USD posso comprá-lo por 50USD, isto dá-me um potencial de trocas fenomenal). Ultimamente não me tem batido na alfândega quando são só 1 ou 2 jogos, mas aqui, é a lotaria como se sabe. Se bater na alfândega neste momento ando a pagar +23% de IVA sobre o valor do jogo com portes + ~7EUR despesas de desalfandegamento (este último valor é fixo não interessa o número de jogos que vêm no caixote).

Somando a isto o facto de estar a contribuir para que seja produzido um jogo a que eu dou o meu aval, só posso dizer mesmo bem do P500, e recomendo vivamente. Às vezes dependendo dos jogos, estes podem estar em P500 durante anos, antes de virem a ser produzidos e podemos acabar por perder o interesse no mesmo, mas como em qualquer momento se pode desistir, não se perde mesmo nada. De todos os jogos que já mandei vir, até agora só tive um que efectivamente não correspondeu às minhas expectativas, o que em mais de uma vintena de títulos considero uma média excelente. Mesmo este título confesso que a culpa foi minha, uma vez que não pesquisei o suficiente sobre o mesmo, pois de certeza teria descoberto antes de o pagar que não era um jogo que eu viesse a gostar.

Mas como estar a par do que está para sair e do que entrou no P500?
As companhias emitem regularmente newsletters com as novidades, bem como o que está para ser editado. E no BGG (incontornável como sempre) existem vários utilizadores que disponibilizam mensalmente listagens de jogos das diversas empresas.

Artigo publicado originalmente no TuJogas

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