O In the Year of the Dragon, ou em português, o Ano do Dragão, é um jogo para 2 a 5 jogadores, com uma duração média de 75 minutos. Cada jogador assume o papel de um príncipe chinês, procurando maximizar a prosperidade e o prestígio da sua província na China antiga. Para ajudar nesses empreendimentos, os príncipes irão utilizar o talento dos seus artesãos, corretores, monges e guerreiros. Estes súbditos leais irão emprestar a sua experiência para ajudar a proteger os seus governantes dos constantes eventos que afetam a população. Seja a seca, a peste ou a invasão mongol, apenas com uma boa previsão e um bom planeamento será possível poupar os príncipes e os seus súbditos desses destinos.

O jogo desenrola-se durante um ano, sendo que o mesmo está dividido em 12 meses ou, se preferirem, em 12 rondas. No final de cada mês haverá um evento, sendo que sabemos que nos primeiros 2 meses haverá paz e nos 10 meses seguintes, numa ordem variável de jogo para jogo (e que é conhecida no seu início), serão de tributo ao imperador, peste, seca, invasão dos mongóis e festa (cada evento acontece 2 vezes no ano). Cada mês está dividido em 4 fases: Na 1ª seleciona-se a ação que se pretende realizar, na 2ª seleciona-se uma personagem, na 3ª fase acontece o evento, e na 4ª fase uma pontuação.

O jogador que no final do ano melhor tiver conseguido gerir a sua província e melhor se tiver preparado para os constantes eventos, maior honra e quantidade de pontos de vitória terá no final. Quem tiver mais pontos de vitória será o vencedor.

No dia em que joguei o Ano do Dragão pela primeira vez fi-lo por duas vezes! É um jogo que, para mim, visualmente não é nada atrativo (pelo contrário), mas que em termos de jogo permite um conjunto alargado de estratégias pelas quais podemos optar e no final obter bons resultados. Para além disto, é também um jogo muito apertado em que passamos o jogo quase todo com falta de alguma coisa. E eu gosto disso! Gosto da sensação de quase angústia de me faltarem 3 ou 4 coisas mas só poder optar por uma delas. Gosto de jogos imperdoáveis. Um mau planeamento, um risco mal calculado, uma distração são suficientes para ficarmos irremediavelmente afastados da possibilidade de ganharmos. Nestes casos só nos resta continuar a fazer o melhor possível na esperança de aprendermos com os erros e melhorarmos para o próximo jogo.