Todos conhecemos aquele tipo de jogador de quem toda a gente foge de jogar à mesma mesa. Sim és tu, de quem eu estou agora a falar. És aquele que pelo tom de voz hiper-irritante ou pela forma complicada de explicar o jogo, ou porque te agarras ao telemóvel durante o jogo, ou que perguntas porque é que não lhe foi explicada a regra (esquecendo-se que não estava a prestar atenção durante a explicação, porque estavas agarrado ao telemóvel), ou que choramingas mal olhas para a caixa do jogo. Sim! És tu!

Todos nós já tivemos destes tipos de jogadores a jogar um jogo connosco. E devido à sua forma de estar e/ou ser estragou completamente a experiência que deveria ser electrizante, de passar umas quantas horas de volta de um jogo. E o que fazer quando este jogador(a) quase que salta no ar quando ouve a pergunta sacramental: “falta-nos um jogador para o jogo xpto”, ou quando olhamos para o lado e vemos quem nos calhou no sorteio da próxima ronda? Revira-se-nos os olhos, damos um suspiro e preparamo-nos mentalmente para a travessia do deserto que se aproxima, pois a chamada boa educação e o politicamente correcto obrigam-nos a aturar tal peça. Sim! És tu!

Efectivamente não tenho resposta para esta pergunta. E o que me faz continuar a levar com este tipo de jogadores, é que são uma minoria muito pequena comparada com todos aqueles com quem tenho oportunidade de partilhar o meu pouco tempo disponível no prazer de um jogo a uma mesa, sejam miniaturas, jogos de tabuleiro ou de cartas. Alguma coisa no entanto é possível fazer, por exemplo o caso do telemóvel, devia simplesmente ser banido da mesa de jogo, ou ser colocado em silêncio e só se atender chamadas mesmo necessárias (e pedindo desculpa aos outros jogadores que ficaram ali no entretanto parados à espera que a mesma acabasse). Quanto ao resto cada um tem maneiras de passar por cima. Sim! Às vezes também sou eu!

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