A Dice Tower apresentou mais uma das suas reviews em vídeo, desta vez sobre o Campaign Commander Volume II: Coral Sea, da editora espanhola Bellica Third Generation. Coral Sea é um novo volume na série do Campaign Commander, e simula a campanha nos Mares do Sul do Pacifico, entre a Primavera de 1942 e a Primavera de 1943, quando a expansão japonesa atingiu o seu limite nos arquipélagos das Ilhas Salomão e Nova Guiné, ao avançar a partir da sua base em Rabaul, e reduzindo constantemente o perímetro das defesas Australianas.
A Batalha aero-naval do Mar do Coral, foi um golpe terrível para as forças Japonesas uma vez que perderam o seu porta-aviões Soho, e a força expedicionária que ia invadir Porto Moresby, teve de voltar para Rabaul. Depois desta batalha as forças imperiais tentaram conquistar Porto Moresby via um assalto terrestre, avançando pelas Ilhas Salomão, criando bases aéreas e postos de observação ao longo do arquipélago. Desta forma as forças Japonesas ameaçavam as comunicações navais entre os Estados Unidos e a Austrália. Como resposta os Aliados reforçaram a Austrália, e a zona da Nova Caledónia, em busca de uma oportunidade de contra-atacar. O regresso à Austrália de forças retiradas do Médio Oriente, permitiu aos Aliados iniciar uma ofensiva na Papua/Nova Guiné que iria durar seis sangrentos meses e resultar na recuperação dos enclaves de Buna e Gona na costa Norte da Nova Guiné.
Nas Ilhas Salomão, os Norte-americanos começaram as suas operações ofensivas a 8 de Agosto de 1942, numa campanha desgastante que durou até Fevereiro de 1943, comsucessivos ataques e contra-ataques acabando com a Ilha de Guadalcanal em posse dos Aliados.
Ambas as marinhas e forças aéreas, realizaram esforços dignos de Hércules, de forma a suportarem e abastecerem as respectivas tropas terrestres. Os confrontos entre as forças aéro-navais foram constantes ao longo deste período, cncluindo-se com a Batalha do Mar de Bismark, que levou a uma supremacia aérea Aliada na região.
O jogo tem como base a história deste período, sendo operacional na sua escala, com um mapa de áreas a uma escala de 1:300000. Com uma duração aproximada de 3 a 4 horas, utiliza duas mecânicas de jogo: cartas e counters. Os jogadores terão de utilizar as suas tropas e recursos para obter pontos de vitória ao mesmo tempo que eliminam as forças inimigas e ocupam cidades. Não é um CDG – Card Driven Game – porque as cartas são utilizadas para lançar eventos que influenciam as batalhas, garantir reforços, e providenciarem recursos para continuar a combater.
No inicio do jogo, o jogador Japonês toma a Iniciativa e terá de se expandir de forma a assegurar Pontos de Vitória, enquanto que o jogador aliado estará na defensiva, até ter forças para retomar esses Pontos de Vitória ao longo do jogo. Terá também de utilizar todas as oportunidades para danificar unidades Japonesas, e a Ilha de Gaudalcanal será crucial à medida que o jogo avança, tal como as acções na Papua/Nova Guiné. Enquanto que ao jogador Japonês caberá a decisão de se concentrar em Guadalcanal ou na Papua/Nova Guiné (ou em ambas como aconteceu historicamente), o jogador Aliado terá de ser paciente, forçando o inimigo a extender-se em demasia, acumulando forças e lançando ofensivas avassaladoras.
Tal como os restantes jogos da série, as regras são simples e directas, sendo o objectivo do jogo ter bastante interacção entre os jogadores, ao mesmo tempo que apresenta decisões dificeis a ambos os jogadores.

Componentes:

  • 1  mapa de 80×60 cm dos Mares do Sul do Pacifico
  • 2 dados d10
  • 176 counters
  • 1 Livro de Regras da série
  • 1 livro de regras Exclusivas do “Coral Sea” com notas históricas e notas do Autor
  • 70 cards (divididas em dois decks, mais as cartas de ajuda)
  • 3 sacos de plástico

A review em vídeo da Dice Tower: