Archive for 2011/01/09


Flames of War Video

Como pintar o novo Sherman M4A2 76mm soviético tal como aparece no Stalin’s Europe.

A tocar nas Estrelas

A Fantasy Flight Games lançou mais uma preview para a próxima expansão Cosmic Encounter: Cosmic Conflict, desta vez focando-se numa nova raça, The Claw, e do seu poder especial de roubar Planetas.

 

 

Para concluir esta ronda, faltava referir o novo projecto da MESABoardgames, pela mão do Gil d’Orey, Vintage, um jogo sobre a produção de vinho (onde é que será que já ouvi falar disto?).

A reportagem da LUSA:

Petróleo S.A.

Também pela mão da Majora, e do autor Gil d’Orey, está na calha para ser lançado em 2011 o Petróleo S.A..

Bolsa

Com lançamento previsto para Março de 2011, Bolsa – The Boardgame será editado pela Majora, do Autor Gil d’Orey.

 

 

Anel Um

Este sábado passado tive a oportunidade de jogar ao War of the Ring, a versão portuguesa editada pela Devir, graças ao Pedro Cardoso, que o disponibilizou e se disponibilizou para adversário controlando as forças de Sauron enquanto eu tomava conta dos Free People e da Irmandade do Anel.
O jogo tem aquela qualidade a que a Fantasy Flight Games já nos habitou, com dezenas de miniaturas que pedem para serem pintadas, vários baralhos de cartas, e counters a pontapé. O lado negativo de toda esta qualidade é a tradução para português de todo o jogo, feita por alguém que de certeza nunca jogou o jogo, e duvido que alguma vez tenha jogado algum jogo na vida. Várias foram as vezes em que tivemos de nos socorrer de uma copia sacada da Net das regras originais em inglês para percebemos o sentido de algumas regras. Já nas cartas o mesmo problema se levantou, em que tivemos de ler e reler as instruções desta ou daquela carta, para consensualmente chegarmos à melhor interpretação possível, e que nos fazia mais sentido. Se por um lado é de louvar que existam editoras como a Devir que efectuam estas traduções, o facto das mesmas serem mal feitas, e não terem ninguém que olhe para o resultado final do ponto de vista de quem vai jogar o jogo durante uma tarde, tira-lhes todos os créditos. O trágico com esta situação é que se calhar até existem por aí jogos com boas traduções que por causa destes maus exemplos, acabam, por não ter o reconhecimento devido.
Quanto ao War of the Ring, este é um jogo grande, em tempo e em quantidade de componentes, que nos dá no somatório uma grande aventura épica. O tema é a colagem total à trilogia d’O Senhor dos Anéis, e quem não a conheça não lhe vai dar o gozo que o jogo transmite a cada virar de cartas e a cada lançamento dos dados.Enquanto que o jogador que controla as forças da Sombra pode ganhar por corromper os portadores do Anel, torna-se mais fácil para ele ir em busca de uma pura vitória militar, bastando conquistar 10 pontos de fortalezas e/ou cidades das Nações Livres. Do outro lado temos a grande aventura de levar companheiros da Irmandade do Anel a destruir o Anel Um (sim, é esta a tradução!!), ou perseguir a vitória militar de apenas 4 pontos de fortalezas e/ou cidades da Sombra. Banal, simples e profundo, se do lado da Sombra a vitória parece estar sempre ali pronta a apanhar, do outro lado parece que se conseguem fazer milagres, de aguentar mais um turno, de aproveitar aquela pequena aberta, para ir avançando aos poucos. Quem viu os filmes, ou leu a trilogia, estará sempre em bicos dos pés à espera de ver acontecer aquela situação que é familiar – connosco foi a carga da cavalaria de Rohan, na planície de Pelannor a salvar as forças de Gondor do cerco de Sauron.

Quem gosta de jogos de tabuleiro com tema e que tenha uma tarde disponível, não irá escapar mal com esta adaptação de um grande clássico da fantasia dos nossos tempos. Espero poder jogar outra vez e em breve. O meus agradecimentos ao Pedro Cardoso pela tarde fantástica que passámos.

Relatório 3052

Battletech: Era Report: 3052 descreve o estado da Inner Sphere e dos Clans num período fulcral da história do Battletech: os primeiros anos da Clan Invasion. Apresentando uma perspectiva geral do período, em vez de se focar num único conflito, este livro inclui descrições das maiores facções de ambos os lados da linha de batalha. São apresentadas para este período histórico, as personalidades notáveis, as forças militares e uma visão geral das capacidades tecnológicas tanto das potências da Inner Sphere como dos diversos Clans invasores. Inclui ainda regras para campanhas nesta época, seja utilizando as regras base do Total Warfare ou as que se encontram no A Time of War: The BattleTech RPG.

A actual editora do Battletech, a Catalyst Game Labs, espera ter este suplemento à venda a partir de 19 de Janeiro.

 

 

Vinhos em Video

O Drakkenstrike fez esta Video Review do jogo Vinhos:

Pissed Off

Ele há cenas neste hobby que me chateiam terrivelmente e passam normalmente pela forma como as pessoas olham para determinadas mecânicas ou componentes e as classificam automaticamente como minorantes dos jogos. Ou seja sempre que aparece um jogo com uma destas mecânicas ou um destes componentes, o jogo é automaticamente rotulado de lixo. Mas não é só isso. É também as atitudes que se vêm muitas vezes à volta de uma mesa de jogo, por forma a demonstrar os intelectos superiores, os ditos iluminados.

Dados e a sua correspondente aleatoriedade – UI!!! É logo o primeiro da lista pois é aquele que mais está associado a estas atitudes. Basta um jogo ter dados nos seus componentes para existir pessoal que se recusa a joga-los. Normalmente a desculpa esfarrapada é: eu não tenho sorte aos dados, ou: a pessoa Z vai jogar e esse tipo nem precisa saber jogar para ganhar, uma vez que os dados fazem tudo o que ele quer!!! Fenomenal!! Um jogo tem de ser um exercício matemático e previsível senão não é jogo. Coloque-se uma pontinha de imprevisibilidade e fogem que nem ratos a abandonar um navio, recusando-se a aceitar que simplesmente não sabem lidar com situações imprevistas, e adaptarem-se às alterações fora dos seus planos.

Miniaturas e componentes de plástico – nem sei como é que é defensável a atitude de que se um jogo tem miniaturas ou componentes de plástico então automaticamente o jogo é rotulado de menor ou menos interessante. Felizmente que as editoras de jogos começam a ter dinheiro para deixarem de incluir lenha nos jogos e apostarem em componentes à séria.

Choramingas – Yap!! Aquele jogador que nem ainda o jogo saiu da caixa e já se está a chorar que os outros se vão coligar contra ele, e que todas as jogadas são para o lixar!! Chiça!! E se perder? É de certeza porque os outros não sabem jogar e porque só tiveram sorte durante o jogo todo. Esta é daquelas coisas que me irritam solenemente.

Ah e tal…isto é mais que um jogo, é um exercício de inteligência superior – mas será que não percebem que se não é um jogo, imediatamente não pertence a este hobby? Se um jogo é um esforço para o jogar e não traz divertimento, então não é um jogo, e para isso basta o trabalho para por melões na mesa. Isto não põe melões na mesa, logo não vale a pena o trabalho que dá!

Se está ao alcance das massas é porque é mau – Arre!!! Aqui à uns anos atrás o Settlers of Catan era considerado dos melhores jogos modernos, mas com os seus mais de 15 anos e já muito ao alcance das massas, é agora relegado para segundo plano, como se tivesse passado a cheirar mal. Como este, existem outros que o intelecto superior desdenha só porque o filho do vizinho da mulher da limpeza até o já pode ter jogado. É o gosto por pertencer a uma minoria, de dizer mal só porque todos os outros comuns mortais gostam.

Tem expansões – Sim e depois? Qual é problema com isso? Se as mesmas trazem consigo maior re-jogabilidade, se trazem mais opções e não se limitam a ser correcções ao jogo-base, qual é o mal com isso? Só porque tem expansões, o jogo é logo rotulado de mau? Porque carga de água? Muitos ficam sem conhecer um jogo (e as suas expansões) só por causa desta atitude.

Tem demasiado tema – Porreiro, joguem abstractos, já que não conseguem ver para lá do design gráfico, apresentação e componentes do jogo, ou seja tudo aquilo que visualmente atrai o comum dos mortais (ahh é verdade quem diz isto não encaixa nesta categoria de comum mortal!! São os iluminados!!). Aliás, acho que mais do que o jogo do galo (mau exemplo, este tem tema no titulo, eu sei! :P) qualquer jogo tem tema. More power to you!!

Demora muito tempo – Mas divertiram-se a joga-lo ou não? É ou não é isso que interessa? Afinal mede-se a participação neste hobby numa noitada que só é boa caso se joguem 10 jogos em 6 horas, ou se apenas se jogar um jogo nessas mesmas 6 horas? Afinal quem se diverte mais?

Estou mais de 5 minutos à espera que seja o meu turno outra vez – Opah!!! Vão jogar matrecos se não querem downtime!! Por norma é o tipo que não consegue ir imaginando que jogada vai fazer enquanto os outros estão a fazer os seus turnos, naahh, é demasiada confusão pensar e ver os outros a jogar ao mesmo. Acho que precisam de um upgrade ao processador.

Tem demasiadas pecinhas – É ver o pessoal a fugir dos jogos com mais de uma dúzia de peças, como se estas tivessem a peste. Parece-me mais um problema de pouca capacidade de processamento e de memória do que outra coisa qualquer. Como no anterior, acho que precisam de um upgrade, mas desta vez geral.

[/rant mode off]

Cada um tem as suas queixas, estas são algumas das minhas, mas fica tudo esquecido quando a companhia e o jogo são bons, e nos estejamos todos a divertir, que é o que procuro em qualquer bom jogo de tabuleiro.

Este artigo foi publicado originalmente no AbreOJogo

 



Ao calhas

Salta para a aventura com a Rainha da Selva e o Cão Maravilha no Cannibal Pygmies in the Jungle of Doom. Atreve-te a enfrentar Dinossauros, Nazis e Zombies Dançantes Havaianos. Será que o Grande Caçador Branco consiguirá escapar das garras da filha do Grande Chefe? 120 cartas num jogo para 2 a 4 jogadores na linha de jogos B-Movies, sendo fácil de aprender e com um tempo de jogo entre os 20 e os 40 minutos.

%d bloggers like this: