Archive for 2011/01/07


RPG “Apps” a 1,99 USD por PDF

A Adamant decidiu mudar o preços dos seus PDFs de RPG para apenas um 1,99 dólares como se fossem “apps”.  Segundo a Adamant esta forma de fazer negócio vem em contra-corrente com o a pratica actual de combater a pirataria em que se tenta desenvolver modelos de negócio que a impeçam em vez de atacarem o cerne da questão,e perceberem porque é que os consumidores se viram para a cópia não autorizada de material.

Liberdade à vista

A nova edição do Liberté do Martin Wallace, produzida pela Valley Games, vai começar a ser despachada para os distribuidores já na próxima semana.

 

 

Pickomino Solo, é o segundo jogo desenhado pelo Reiner Knizia para o Facebook, e está agora disponível. Baseado no jogo de dados Pickomino, trata-se de um pequeno jogo rápido em que os jogadores tentam ganhar pontos a tentar adquirir dominós numerados de 21 a 36.

 

 

Mais um exemplo do mundo dos boardgames a chegar à plataforma da Apple. Desta vez é o Tricky Chicken , produzido pela Tech20 Group, que é a versão electrónica do clássico Drive do autor Michael Schacht (jogo que também é conhecido como Crazy Chiken). Agora disponivel na loja online iTunes, para os dispositivos da Apple.

Asara em Inglês

Asara onde cada jogador se coloca na pele de um arquitecto famoso, que tem de obter os melhores materiais de construção para edificar torres elaboradas, vai ver a versão inglesa a ser publicada pela Rio Grandes Games.

Encontro Nacional de Roleplayers – LeiriaCon 2011

Na LeiriaCon Vão-se juntar os vários fãs de jogos de RPG para conviverem e celebrarem este hobby com algumas sessões de jogo e convívio. O encontro decorrerá na Quinta do Pinheiro, dias 29 a 30 de Janeiro a partir das 10h da manhã com interrupções para o almoço e jantar, encerrando ao Domingo às 20h. Os jogadores e Mestres de jogo estãoconvidados para comparecer e organizar demonstrações de jogos e convívio de um modo geral.

Venham, tragam jogos e amigos.

Atreve-te a entrar nos mundos de imaginação onde tu és o jogo!

Para mais pormenores consulta o AbreOJogo.

Durante este mês o icónico Jim Dunnigan é o Wargamer Designer of the Month, e responde a perguntas e comentários no BGG.

Da sua entrada de Autor no BGG:

James F. Dunnigan (nascido a 8 de Agosto de 1943 em Rockland County, New York) autor de jogos, conferencista e comentador, sendo uma das mais importantes figuras da história dos Wargames, fundador da SPI (Simulations Publications, Inc.) em 1969 logo depois de ter visto o seu primeiro wargame Jutland publicado pela Avalon Hill em 1967, Entre 1966 e 1992, criou mais de 100 wargames.

Alguns dos seus jogos mais notáveis:

* 1967 Jutland
* 1970 PanzerBlitz
* 1974 The American Civil War
* 1975 Battle for Germany (com Michael Bennighof)
* 1976 Panzergruppe Guderian
* 1976 War in Europe
* 1978 The Next War
* 1980 Empires of the Middle Ages (com Anthony F. Buccini e Redmond A. Simonsen)

Prémios

* em 1975, foi elevado ao Hall of Fame dos Prémios Charles S. Roberts na Origins II.

 

 

Na ponta de lança desta invasão aparece o Lost Cities Solo, tal como há algum tempo se estava à espera. Zabu Studio, Inc., uma companhia especializada em jogos sociais, efectuou uma parceria com o autor Reiner Knizia para o desenvolvimento e adaptação de uma série de jogos desenhados exclusivamente para a plataforma social do Facebook. Os rumores apontam para estará para breve, uma versão solo do execrável/espectacular – há quem tenha opiniões diferentes – Ra.

 

 

Angry Birds, The Boardgame

O ridículo (e ainda mais ridiculamente popular) jogo dos smartphones (iPhone ou Android powered) vai em breve tornar-se um jogo de tabuleiro pela mão da Mattel, diz quem o viu já esta semana na CES de Las Vegas. O objectivo do jogo é construir muros com porcos em cima e depois catapultam-se galináceos para os derrubar.

 

 

Memoir’44 online

A Days of Wonder está a expandir a sua presença online com a versão avançada da sua versão Beta do famoso wargame Memoir’44.  Agora a Beta está aberta ao público em geral e pode ser acedida a partir do website da Days of Wonder’s na página de download do Memoir ’44. A versão online do jogo é em tudo idêntica à versão boardgame com as pequenas diferenças necessárias a que seja o computador a efectuar a gestão e a forçar o cumprimento das regras do jogo.

Thunderstone: Dragonspire

A nova expansão para o Thunderstone foi anunciado pela AEG, e está planeada sair durante este ano. Esta expansão contém novos heróis, juntamente com novos feitiços, aldeões e armas, todos prontos para combater a Escuridão e os que lá se abriga. sendo uma expansão stand-alone inclui ainda novas regras para as catacumbas, regras para campanhas e uma forma totalmente nova de jogar em solitário.

O teu Hobby é o que?

Quantas vezes já ouvimos esta pergunta?

O teu Hobby é o que?

Tu jogas joguinhos?

Estás a brincar, é?

Há já alguns anos que todos os tipos de jogos me fascinam, desde que não envolvam dinheiro (a não ser o necessário para os adquirir), e desde essa altura que recebo aquele olhar de esguelha de uma data de gente, sejam familiares ou colegas de trabalho. O comentário seguinte à primeira explosão verbal, passa depois para um “Ok, se é isso que gostas…. mas que raio é isso de jogos de mesa? Dominó? Xadrêz? Monopólio?”. Tentar explicar-lhes que existe uma cultura underground que em Portugal existe à bastantes anos no reino dos jogos com miniaturas e nos anos mais recentes que se tem desenvolvidos à volta dos boardgames, é algo que também se torna difícil.

Agora para tentar dar outro nome a estes jogos, para fugir à conotação de jogo a dinheiro,batota, casino, etc, tento antes agarrar os meus interlocutores com expressões como: Eurogames, Jogos de Simulação, Jogos para Adultos – já me deixei desta também -, Boardgames, Wargames, Jogos Alemães, Ameritrash – este desisti depois de o usar 2 vezes – Jogos de Autor, Jogos de Estratégia, etc. Independentemente do nome que lhes dê, um não-conhecedor, só fica mais convencido do maluquinho que eu sou e cada vez cavo mais o meu próprio buraco.

A resposta que não posso mesmo dar: não jogo jogos de tabuleiro como pensas, mas sim jogos de modernos de mesa, que são por norma algo complexos e podem levar até várias horas a jogar. Por norma ninguém é eliminado nestes jogos, de forma que todos os jogadores estão ocupados durante todo o jogo. Por norma são jogos interact….. – e basta-me olhar para os olhos do meu interlocutor e já se foi! Já o perdi. Acabei de ganhar a alcunha do maluquinho da zona.

Conheces o Monopólio? Quando se introduz estes jogos, é necessário começar em algo familiar. Perguntar pelo Monopólio nivela o campo, e faz com que percebam que não estamos a falar do Jogo do Galo nem do Jogo da Glória, que pode envolver coisas importantes como a gestão de dinheiro de brincar, algo que ainda não está ao nível do puto de 7 anos deles/da vizinha/whatever. Também os coloca à vontade que não estamos a falar de um Quem Quer Ser Milionário, ou de um Trivial Pursuit, ou seja a cultura de cada um não é para aqui chamada. Também não é um Pictionary, e o apelo às capacidades de desenho, ou de soletrar como num Scrabble. Porreiro. Afinal temos um ponto comum. É tipo Monopólio, tem dinheiro, logo algo que cheire minimamente a questão financeira garantidamente que não é para crianças, e em antítese ao Monopólio tem um tempo máximo determinado à partida sem eliminação de jogadores.

Agora, pensa no Xadrez. Se agora lhes saltar para o outro extremo do espectro aqui a coisa muda de figura. Quase toda a gente já jogou ou viu algures – nem que tenha sido no primeiro filme do Harry Potter, bolas! Afinal percebem que de repente lhes alterei as ideias, afinal passei a falar de um jogo altamente estratégico, que é levado a sério no mundo inteiro, que se joga calmamente, em que quem está de fora não emite opiniões, nem faz muito barulho. E que quem é bom no Xadrez é considerado muito inteligente e respeitado, pela maioria.

Porreiro, acho que já lhes consegui despertar a atenção. Vou-lhes mudar o pensamento outra vez. E Risco, conhecem? Então ainda agora lhes falei do Xadrês e agora falo-lhes deste jogo chato, em que vários já tiveram experiências, algumas horriveis em que os dados devastaram aquele ataque de 20 contra 1 que não podia correr mal. Em que os jogadores eliminados acabaram por adormecer no sofá enquanto o último a ser derrotado se debatia ainda ao fim de duas horas na sua base de Madagáscar. Mas é mais um anzol com isco que lhes atiro.

Então os jogos de tabuleiro é como o Risco com Esteróides! E passo-lhes a explicar que nestes jogos são orientados para a estratégia, em que têm de construir um país, ou gerir uma economia, infra-estuturas, um negócio, uma corrida. Que podem ter um tabuleiro mais parecido com o Risco do que com o Monopólio, com zonas que valem mais umas que outras, em que umas providenciam mais recursos mas são mais frágeis de manter, etc, e não se limitam a ser um rodopiar constantante, sempre na esperança que só os dados sejam capazes de nos favorecer. É a altura de lhes explicar o grafismo e o aspecto dos novos jogos de tabuleiro, algo que consegue sempre espicaçar algum interesse. Afinal os olhos sãoo primeiro sentido de quem ve um jogo de tabuleiro.

E Videojogos, já jogaram? A minha geração e a seguinte estão imersas neste tipo de diversão. Algures no tempo já olharam para um Warcraft, Age of Empires, Command and Conquer, Civilization, Sims, Railroad Tycoon. Se sim, já praticamente os apanhámos. Estes são os primos digitais dos jogos de tabuleiro actuais. Sid Meyer, Will Right, John Romero, Chris Sawyer, são nomes que podem soar familiares ao jogadores de Videojogos. Com jogos como SimCity, Doom, Quake ou Roller Coaster Tycoon. E aproveito para explicar-lhes que um autor de jogos de tabuleiro também pode ser reconhecido pelo seu nome, pelo que já fez.

A seguir não há como disparar com Blizzard, ID, Maxis… e com o reconhecimento que se lhes mostrar estes nomes acabar a salva com nomes como Rio Grande, Days Of Wonder, Fantasy Flight Games, Games Workshop. Se o nome das companhias de Videojogos são reconhecidas, consego fazer o salto para companhias de jogos de tabuleiro. É natural neste ponto da conversa que já aceitem que isto estava para vir. E também já não se espantam que lhes confesse que  existem nomes que acabam por ser imediatamente reconheciveis, bem como os jogos que geram um esse reconhecimento imediato: Settlers of Catan, Carcassonne, Puerto Rico, Dominion, Warhammer 40000, etc.

E é a altura de entrar nas confidências: Vocês sabem que muitos Videojogos também são Jogos de Tabuleiro? Nesta altura já estão rendidos a que existe um mundo para lá do que conhecem, e que não é para crianças, e em que existe diversidade, em que não se limitam a lançar dados, em que existem decisões, e em que por norma o melhor jogador vencerá quase sempre.

Infelizmente muita gente pensa que se os jogos de tabuleiro são um Hobby, então a imagem agarrada a esse Hobby é a de uns maluquinhos a lançar dados e, tal como no famoso video, a gritarem “Fireball!! Fireball!! Fireball!!” – googlem!! É típico lembrarem-se do vizinho da padeira que jogava Dungeons & Dragons, e que tinha sempre um olhar esgazeado. UI! E não se armem em snobs deixando deslizar a conversa para como os jogos actuais são bem melhores do que aqueles que eles jogavam à anos atrás, ou que os Videojogos, etc. É ver-lhes o brilho nos olhos a morrer.

A melhor defesa é um bom ataque. Com um par de jogos na bagageira do carro, é fácil demonstrar rapidamente a conversa que se acabou de ter. É deixa-los ver os componentes, as regras, explicar o essencial das mesmas, deixa-los ir para lá do sentido da visão – há quem só veja com os dedos!! Com sorte, e o tempo e a vontade espicaçada forem suficientes talvez se consiga coloca-los a jogar ali naquele momento, e aproveitar o embalo. Se com isto tudo eles gostarem, porreiro. Se não gostaram, foram uns quinze minutos bem passados em que não tive que estar a fingir importar-me com o actual campeonato de futebol, ou com a conversa do costume de que o chefe do gabinete da direita é um idiota, ou se este ano está mais frio que o ano passado.

 

 

Mordheim como devia ter sido

Witch Hunters por Belzebub

O jogo da Games Workshop , Mordheim, já só existe para muitos, perdido na memória dos tempos, uma vez que desde 2004 que a GW deixou de o suportar directamente e só na sua divisão de Specialist Games é que o mesmo ainda subsiste, definhando lentamente no nevoeiro do tempo. O site The Coreheim Homepage agarrou nas regras de Mordheim e desenvolveu-as, limou-as e presta continuo suporte aos fãs de um dos melhores jogos de batalha individuais de sempre.

Gear Up Issue 3 é a borla desta semana na DriveThruRPG.com. O magazine oficial da empresa Dream Pod 9 apresenta vários artigos entre os quais uma introdução Heavy Gear Arena, entrevista com o artista Luca Zampriolo, revisões e errata oficial, para além de muitos mais artigos, sempre com uma qualidade impressionante. Não percas o teu exemplar.

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